14/01/2014

EM CONSTRUÇAO





Mangueira que treme de melodia

semba ou kuduro?

O chão ama corporalmente a manga, caída.

 
O pequeno riacho serpenteia

as lavras de suor e escassez

desconseguir a pantomina da cobra

entre as pernas do mais velho

adormecido no calor infernal

martirizado e vivo.

 
Que frescura indecisa

fica no meu sorriso, ao ver

a criança onde existe o meu sangue.

 
Beijar a terra sagrada

rasgando a minha face

para que possa colher o fruto

entre a piteira, o chão acre e puro

nas hortas, os cantares,ouvem-se

tenaz ,persistente, este povo

rasga  as impossíveis incertezas.

 
Se morrer, será por exemplo

do nada eterno.

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