13/12/2013

A DETEÇÃO DE NECESSIDADE DE FORMAÇÃO (DNF)-2





SABER NÃO OCUPA LUGAR (2)


Podemos considerar três tipos de DNF, sendo que as possibilidades de articulação entre eles viabiliza o enquadramento de todas as situações reais possíveis:

O tipo “egoísta”: -Corresponde ao modelo de total independência…

A organização fornecedora respeita apenas os seus interesses ( daí o termo egoísta), colocando no mercado a proposta de cursos/ações de formação que lhe convém ( isto é, que considera possibilitarem para si a melhor relação custo/benefício), impondo todas as condições de realização, ficando, mais ou menos passivamente, à espera das inscrições dos possíveis candidatos.

O tipo “altruísta”: -Corresponde ao modelo de total dependência…

Aqui é o inverso que se passa. A organização fornecedora encontra-se completamente imersa na organização que solicita a formação e ainda na sua dependência hierárquica. Não há aqui muito espaço para a inovação e para a criatividade, propiciando-se, ao invés, a subserviência e o seguidismo.

 
O tipo “personalizado”: -Corresponde aos modelos de total independência, mas em complemento da actividade de consultadoria, formador free lancer e dependência/independência relativas…
 
No caso do formador free lancer, tal só é verdadeiro se o formador não abusar do seu estatuto/imagem para impor soluções que, pelo simples facto de serem inpostas, serão logo deontologicamente criticáveis.

Caso tal não se verifique, estaremos então, como nos outros dois modelos referidos, perante formas de DNF perfeitamente individualizadas, impossíveis de repetir ou exportar para outras situações para além do caso específico que a justificou.

Podemos avançar na construção do nosso sistema de formação, acrescentando-lhe o passo seguinte:

 
SISTEMA DE FORMAÇÃO

ORGANIZAÇÃO QUE SOLICITA    >    PROBLEMA OBJECTIVO                    >   SOLICITAÇÃO/ENCOMENDA
 
ORGANIZAÇÃO QUE FORNECE   >    DETEÇÃO NECESSIDADES FORMAÇÃO   > RESPOSTA  FORMATIVA

 

L. Ferrão,M. Rodrigues,Formação Pedagógica de Formadores,2000

A DETEÇÃO DE NECESSIDADE DE FORMAÇÃO (DNF)


SABER NÃO OCUPA LUGAR (1)

O QUE É?

No seguimento do levantamento das carências detectadas ao nível da organização que solicita a formação (qualificação dos seus colaboradores, novas situações de trabalho, introdução de novas tecnologias, requalificações funcionais, etc.), compete à organização fornecedora operacionalizar a resposta formativa adequada. É a este encontro de problemáticas (organizacionais e de formação) que aqui denominaremos de deteção de necessidades de formação.

Sendo o procedimento técnico que inicia o ciclo de formação, marca a entrada em cena dos gestores da formação.

Neste levantamento interferem quatro tipos de interesses organizacionais complementares entre si, mas muitas vezes contraditórios:

O interesse organizacional global – nível estratégico;
O interesse dos sectores intermédios da organização – nível táctico;
O interesse dos serviços de primeira linha – nível pragmático;
O interesse dos funcionários individualmente considerados – nível pessoal;

 

A hierarquização aqui traduzida não é arbitrária, isto é, o primeiro interesse deve sempre sobrepor-se ao segundo, o primeiro e o segundo ao terceiro e estes três ao último.

Só assim será possível garantir que a formação seja, cada vez mais, encarada como investimento produtivo que é , ao invés de custo organizacional como ainda se pretende fazer crer.

COMO SE FAZ?

A deteção de necessidades de formação comporta, normalmente, o recurso à seguinte informação que, depois de devidamente tratada, possibilita/facilita a composição de uma imagem clara do futuro formativo a desenvolver.

• Balanço dos resultados do(s) ano(s) anteriores;

• Diretrizes emanadas dos órgãos de direção e de gestão estratégica;

Análise da situação envolvente e da sua evolução no futuro próximo;

Entrevistas e/ou Questionários adequados a cada um dos níveis considerados;

Este processo será logicamente diverso, conforme os modelos de articulação entre as organizações que solicitam e que fornecem a formação atrás descritos.

 
L.Ferrão,M.Rodrigues,Formação Pedagógica de Formadores,2000

04/12/2013

O IMPÉRIO DA LINGUAGEM



A linguagem atira-nos para o ascético,
 administrativamente dominados
seduzidos pelos mass midia, impõe-se a ciência,
pela verdade da palavra
embebedados/drogados pelos códigos.
 

E os outros mundos?
O extralinguístico?
A fala da natureza?
O indizível?


A linguagem não é origem o Existente, antecede-a
falar é uma redução da vida na dimensão da Existência
silêncio aperfeiçoador.


O meu modo de ser, opõe-se ao espírito que quer clareza
noção de plenitude, vencendo a linguagem, não a interior
falo da não-linguagem.


Será que a linguagem tem Razão?
Haverá um abrigo fora dessa Razão?