28/07/2008

AMORTECA




Amo-te ,
não posso viver sem ti,
disse-me, enquanto uma gota
desprendia-se do seu esquerdo olho.

Uma “ lágrima de crocodilo”, pensei.
Falei-lhe de uma ida à Amorteca.

Afastei-me…

Passados dias, não muitos, vi-a,
pendurada no pescoço de um outro
“ não posso viver sem ti”.
Consegui-lhe ver uma resplandecente
euforia, acenei-lhe, nem me viu.

A certeza de qualquer organismo
vivo
é mesmo e só a sua morte.

2 comentários:

Ricardo Rayol disse...

um adorno independente

NAELA disse...

As vezes perdemos em segundos o que tentamos fazer em anos...a atitude fala mais alto!
Beijo terno