17/12/2007

SEXUAL AGRESSOR


Um bar , uma lágrima contida.
Medo?
Um bebé mutante, passeia se,
(luscofusco é a luz)
Em mim.

As sombras , porque existem.
Vocês sabem, o espaço de luz pura
demora,
daí a lágrima contida.

Vómito precedendo o não ingerido.
Medo?
Estou incurável , canceroso o lugar do sonho.

Criança , quatro anos, violentada.
No acto do sexual agressor,
na conivência dos pais, a moral
monstro que pavoneia se.
Não se diz nada
A vergonha supera a denúncia.

Medo?
Da felicidade silenciosa?
Real social?

Melhor deixar rolar a lágrima…

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