02/12/2007

Platónico resfriado





Há uma “oscilação interior”, um trapézio sem rede.
Espalmo me nesta cega parede da casa beiral, resguardo me da chuva caindo à frente. Espero .
prometeste num sorriso.
Daqui vejo a luz da tua janela acesa, colocas me as garras maiores. Queria chamar te gritei o nome, abafado pelo som da água chovendo, não me ouviste.Esqueceste.
? que faço então com tanta experiência.
Escreverei. Sim esta a miraculosa saída, busco nos bolsos frenéticos, o papel onde farei chegar mensagem , a ti.
Num súbito clareamento do raio electrizante entre trovejos vi foscamente para lá das gotas escorrendo do lado de fora da tua vidraça, do papel procurado uma pasta molhada tangível, não escrevível. Das gotas escorrendo da chuva, pensei-as como lágrimas futuras chorando em meu rosto. Apagaste a luz.
Passei aqui, senti te aí,
Foi quanto me bastou.

1 comentário:

Maria Muadié disse...

Lindo seu comentário nos Versos.
Obrigada pelo carinho.
Martha