05/12/2007

A Cartomante


A cartomante falara, em nome de uma vidência, de coisas dos nossos dentros
. Nos limites olhamos dos dois lados. A tortura não é eterna,
tampouco existe punição

Com um gesto suave, alertou-me, para o esfuziante desmaio de
amor, mostrava ela, sensualmente, em posição fetal, a incógnita da
dimensão poética, o doloroso nascimento. Serão o ruído ou o
silêncio os inimigos a evitar.

Abrirás uma ferida, lá colocarás o eco do silêncio.
Designou me a cartomante.

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