17/11/2007

OMNIAUSENTE


Eterno cheiro onde as imperfeições são propositadamente de certeza ambíguas. Sendo eu ser pouco definido, no universo desordenado, dialecto guerreiro da personalidade, qualquer coisa de intermédio, uma gestação descontínua do feto ( resumindo ) sou omniausente.

Uma vontade secular faz me agarrar tua mão; tão sómente um pequeno gesto sobre os medos da aproximação. Lábios de carne na boca um subtil vermelho, que beleza teu beijo.
“ e a carne fez se verbo”… em história, até no mais incógnito, fixar começos absolutos, perscrutando o abismo do fundo é espinhosa acção.
rezar , exorcizar, correr…
Um outro tempo. Assumo me como incerteza de mim, embora todas as faculdades permaneçam, precavendo desvios.
Falo na linguagem
– falo –
uma estrutura de tecidos mais fluidos e esvoaçantes , talvez um sumptuoso algodão incrivelmente espantoso. Quando evitei a passagem subterrânea queria era mesmo VER TE num esplêndido esquema gradual de cores:
era minha orientação.
No trajecto perdi peso. Encontrei do outro lado uma fluvial estação, numa alienação momentânea , consegui tactear teu conteúdo.
A intimidade permaneceu intacta ,a libido cravada nos olhos dos que nos vêem, lembrando nos a puta da culpabilidade de um corpo misterioso em movimento…
Abraça-me… deixei de ver… a vida

1 comentário:

Maria Muadié disse...

Gostei. Senti o encontro de vontade secular.