29/11/2007

Mutável Palavra


Assexuada fraqueza no susto de uma fábrica universal em cadeia,
transgenizo me , sem custo , por certo , vago SINAL.
Em tuas frontes amplas e serenas golpeiam verdades terrenas ,
entre os peitos, mão branca ao coração, baú lacrado, guardado, em caixão,
melhor : ó inúmeras estrelas variantes , infiéis , belas!
Antecipo a vasta ausência, tento enternecê-la ,
foi me severamente proibido falar.

Um pranto lambido sobre a crosta, ferida , precisamente onde a beleza
Acaba.
Ah a ideia de fragilidade, evocando emoções o rubor na tua face é deveras convincente.
Como já disse!

Ao lado da razão e da sensibilidade , senta-se um ser humano em múltiplos cardeais Estes , o seu ondulado branco cabelo fustiga me a cabeça cheia da tormenta,
trespassando a alma.
Eu também me culpo, rastejando , volvendo animal de combate
subo incansável em direcção à indiscrição
o rio inclinado resiste me intenções.
Mas ao primeiro entusiasmo do sucesso, empurro me
como um furacão, não me ilibo, alcanço me!
Dissoluta e mutável palavra.
Acreditas na vida eterna.

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