02/06/2007

ETÉREO e CARNAL


O borbulhante rumor do silêncio
desabara indefeso no vazio
lamacento que alberga sonhos e disparidades!

Ela nascera Mulher...
mas não exercia,

deixara de ver as estrelas.

Confrontar o infinito é como
morte em feliz vivência.
Desaprendera a comer,
pairava em retenção,
do pulmonar acto.

Deixara livre seu sangue
pavonear-se nos infinitos
caminhos de suas veias,
confrontando assim,
sua biológica liberdade,
desfugindo em busca,
de um espaço,
do Espaço.

Arte Aficana


1 comentário:

Gwendolyn disse...

umOi, querido!

Lindo, maravilhoso o poema, que demonstra claramente mais uma dualidade existente em nós, e linda também a ilustração da arte africana. Amei, e muito obrigada.

Beijos

Gweni