17/01/2007

Kimangolas Poesia


Na cidade onde existo,
não há portas, nem sisas a pagar,
ou projectos encetados,
nem as regras a mandar
como doutores enfeitados.
Na cidade onde existo,
brincam crianças, brincam,
aprendem docemente a pensar.
Nunca, nunca se abdicam,
de aquela estrela olhar.
Na cidade onde existo,
o vento será a cama,
onde alivio o cansaço,
modelando o Eu com a lama
dos arredores, O Cosmos...Faço!
Na cidade onde existo,
nos arredores, O Cosmos, brinco.
Na tristeza estou em Plutão,
como escola, em Júpiter me sinto.
Na carência Vénus dá-me a mão.
Na cidade onde existo,
com Neptuno navego
pelas Vias Lácteas...outros Sois,
ao lado da gravidade me entrego,
com o HO2 tiro todos os dóis.
Na cidade onde existo,
nem O Cosmos, a Criança ou Eu,
temos segredos a esconder.
O Cosmos á Criança deu
a liberdade para crescer.
Na cidade onde existo,
ninguém mora...
Brincam, brincam,brincam...

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