25/11/2020

OS DILEMAS DA ENCRUZILHADA CIVILIZATÓRIA

 

0.Introdução

Os grandes dilemas da encruzilhada civilizatória marcam a contemporaneidade. O futuro (outrora a aposta segura para o investimento de esperanças) tem cada vez mais sabor de perigos indescritíveis (e recônditos!). Então, a esperança, enlutada, e desprovida de futuro, procura abrigo num passado outrora ridicularizado e condenado, morada de equívocos e superstições.

O fenómeno da ‘fadiga da imaginação’, a exaustão de opções, emerge. A aproximação do fim dos tempos pode ser ilógica, mas por certo não é inesperada.”

Nas últimas décadas esta crise civilizatória vem-se arrastando e ampliando, em grande medida associada a dois principais factores: fenómeno crescente do declínio dos regimes democráticos, consequência do projecto de supremacia capitalista, projectada na doutrina neoliberal instalada a partir dos anos 1970, fazendo desaparecer as fronteiras e ideologias e o segundo bem mais destrutivo, está relacionado com mudanças climáticas decorrentes da acção antrópica, ou seja a relação extractivista e predatória do capital com a natureza.

Nessa perspectiva, somos um organismo patogénico, pois não há como manter 7,8 bilhões de seres humanos (estimativa actual, segundo a ONU) sem que haja uma devastação dos ecossistemas da Terra.

A partir da primeira metade do século XIX, quando a Revolução Industrial estava se consolidando na Europa Ocidental e nos Estados Unidos, desencadeou-se um salto populacional exponencial que multiplicou por oito o número de pessoas no planeta,

Só nos últimos quarenta e cinco anos, o número de seres humanos dobrou em relação a todo o período de evolução do Homo sapiens, estimado em torno de 350 mil anos. Passamos de 4,06 bilhões em 1975 para 7,8 bilhões, agora, em 2020.

Os humanos e os animais criados por eles ocupam hoje 97% da área global considerada área ecúmena (área habitável), restando apenas 3% para os animais silvestres. Segundo o Relatório Planeta Vivo (2020), divulgado pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF), entre 1970 e 2016, as populações desses vertebrados silvestres sofreram uma redução de 68%, o que evidencia que estamos a caminho de uma nova extinção em massa da vida na Terra.

 

1.Os grandes dilemas

Nas quatro últimas décadas, o sistema Terra vem sofrendo uma fenomenal carga de destruição que nós não sabemos como ele irá se readaptar, para além das catástrofes ambientais que já estamos assistindo. O escritor Reg Morrison, especialista em assuntos ambientais e evolutivos, em um dos seus livros, prefaciado pela reconhecida bióloga Lynn Margulis, ele projecta que “a curva descendente deve espelhar a curva de crescimento da população” e, desse modo, prevê que, assim como tivemos um pico de crescimento populacional em apenas 45 anos, “o grosso do colapso não levará mais que cem anos, e, por volta de 2150, a biosfera deverá ter voltado, com segurança, à sua população de Homo sapiens pré-praga – algo entre meio e um bilhão”, equivalente ao período em que o capitalismo ainda estava nos seus primórdios.  

Brevemente faremos a passagem do antropoceno para o necroceno, como sugere Morrison. O activista político estadunidense Noam Chomsky, reforça que “estamos em uma confluência surpreendente de crises muito graves” que podem nos levar à extinção.

 

2.A Necropolítica

Dentro de todo esse quadro distópico e incognoscível, a necropolítica parece constituir a mais nova e sofisticada forma estatal de reprodução capitalista, como tão bem identificou o filósofo camaronês Achille Mbembe.

Fazer viver e deixar morrer – ou definir quem vai sobreviver ou quem vai morrer – faz parte de um conjunto de políticas de controle social através da morte: a chamada necropolítica, como define  Achille Mbembe.

Rosa Luxemburgo filósofa e economista polaco-alemã (cem anos atrás) propunha a visão de que o sistema capitalista se comporta como um parasita e que este  estaria ameaçado por falta de hospedeiro. No entanto, com a doutrina neoliberal, o capitalismo parece ter alcançado os últimos confins do mundo e não manifesta qualquer sinal de arrefecimento. O capitalismo, hoje em sua versão algorítmica, está mais vivo e criativo do que nunca.

A visão economicista de mundo, vigente há mais de trezentos anos, criou um autómato que escapa à nossa capacidade de compreendê-lo. Daí a necessidade de buscarmos melhores métodos de compreensão da realidade e sermos bem mais criativos que o capital.

Tentando ser  mais didáctico nesta reflexão, levantarei aqui três pressupostos, imbricados entre si, para tentar explicar a complexidade da realidade emergente e ao mesmo tempo identificar os impeditivos à nossa imaginação, os prováveis entraves à mudança do nosso modo de vida. São eles: a cegueira cognitiva, o patriarcado e a política que daí decorre.

 

3.A cegueira cognitiva

O problema do mundo está no animal humano, na medida em que impomos um modelo de sociabilidade incongruente com o meio ambiente, precisamos de uma nova visão de mundo que supere a actual visão mercadológica, ou que pelo menos nos permita criar uma realidade que não seja tão insustentável e distópica quanto a que temos à nossa frente. Sabemos demais como fazer guerra, como controlar o povo, como : “a maior miséria da ciência é ter fundado uma neutralidade tão comprometedora e tão infeliz (…) ao lado de fantástica competência formal, que cresce em ritmo considerável, não tem nada a dizer sobre a felicidade do homem (…). A ciência emerge como possivelmente monstruosa: a criatura humana interferir na ecologia, mas não sabemos quase nada, por vezes nada, de como sermos mais felizes”.

A ciência é um método de investigação e, portanto, sua principal função é aproximar o conhecimento humano da realidade. Se a ciência não cumpre este papel, ela termina por alimentar a nossa cegueira acerca da realidade e, assim, em vez de solucionar os problemas criados pelos humanos acaba por amplificá-los. Em boa medida, parece ter sido isso o que ocorreu com a ciência produzida até o início do século XX, como sugere o educador e sociólogo Pedro Demo. Entretanto, a concepção de mundo oferecida pelas novas ciências da complexidade, surgida especialmente a partir da segunda metade do século XX, começou a superar esta situação e pode nos inspirar nesse difícil empreendimento de eliminar a nossa cegueira sobre a dinâmica da realidade em nosso entorno, ciência da complexidade ou pensamento complexo, que tem no sociólogo, antropólogo e filósofo francês Edgar Morin  um de seus maiores expoentes, defensor da necessidade de uma reforma do pensamento.

Eis alguns considerados mais relevantes: relatividade (Einstein, 1905), princípio da incerteza (Heisenberg, 1927), estruturas dissipativas (Prigogine, 1977), teoria do caos (Briggs, Peat, 2000; Gleick, 1989; Lorenz, 1996), teoria dos fractais (Mandelbrot, 1983; Zimmerman, Hurst, 1993), teoria das catástrofes (Thom, 1989), lógica fuzzy (Kosko, 1995).

Novos conceitos sociológicos como “pós-industrial” (Kumar, 1997), “pós-moderno” (Kumar, 1997; Harvey, 2001), “sociedade da informação” (Castells, 1999), “modernidade reflexiva” (Giddens, 1997), “modernidade líquida” (Bauman, 2001), “hipermodernidade” (Lipovetsky, 2004). Como bem constatou, ainda nos anos 1990, o Nobel em Química (1977), Ilya Prigogine, “assistimos ao surgimento de uma ciência que não mais se limita a situações simplificadas, idealizadas, mas nos põe diante da complexidade do mundo real”.

A complexidade (a origem do termo complexo vem do latim complexus, significa “tecido junto”) é uma visão de mundo aberta. Ela procura acolher e conciliar as inúmeras “verdades” existentes acerca da realidade. Está em permanente processo de descoberta, desconstrução e reconstrução, em um permanente diálogo com a realidade. Seus principais atributos estão ligados à ideia de aleatoriedade, ambiguidade, instabilidade, multiplicidade, imprevisibilidade e incerteza. Como já intuía Dostoiévski, “nada é mais improvável que a realidade”. Como a visão de mundo hegemónica que sustenta o economicismo actual ainda é predominantemente orientada pelo pensamento cartesiano, pela ideia de fragmentação, ordem, controle e certeza, ainda estamos condicionados a um modelo mental que não consegue perceber e lidar com a complexidade do mundo real.

 “A complexidade não é um conceito teórico e sim um facto.

O que caracteriza a actual mudança de época histórica, uma transição marcada pela sensação de incerteza, instabilidade, descontinuidade, desorientação, insegurança e vulnerabilidade. Algo similar, por exemplo, ao que ocorreu na história quando o agrarianismo foi superado pelo industrialismo a partir do século XVIII.

Nesse contexto, os “sintomas mórbidos” surgem, como já ressaltava o grande filósofo italiano António Gramsci, porque na crise o “velho está morrendo e o novo ainda não pode nascer”. No entanto, já existem algumas estratégias.

Uma delas, por exemplo, é aplicar os chamados Operadores Cognitivos do Pensamento Complexo, desenvolvidos, faz um bom tempo, por autores de diversas áreas do conhecimento são eles: circularidade, autoprodução/auto-organização, operador dialógico, operador hologramático, integração sujeito-objecto e ecologia da acção.

4. O patriarcado versus política .

Há outro grande impasse a ser superado, intimamente relacionado a esta nossa cegueira cognitiva: a  cultura patriarcal, como veremos a seguir.

Nosso condicionamento patriarcal milenar de origem biológica (ou existencial como preferem alguns) mas também cultural, que podem ou não estar congruentes entre si. É neste ponto que a história precisa ser revisada. O cultural aqui refere-se às capacidades adquiridas, no sentido antropológico do termo, em que criamos crenças, valores, técnicas, arte, moral, costumes etc, que, em conjunto, expressam a visão de mundo por meio da qual moldamos a nossa realidade. Nesse sentido, a compreensão antropológica da trajectória do Homo sapiens tem uma vertente pouco estudada e valorizada que entende que há flutuações nesta congruência entre o biológico e o cultural, em que o cultural pode  sobrepor-se ao biológico.

Este assunto está aprofundado e registado no livro O Cálice e a Espada: nossa história, nosso futuro (Palas Athena, 2007), da socióloga austríaca Riane Eisler, no qual ela investiga como se deu, em algum momento do neolítico, a “encruzilhada evolutiva em nossa pré-história, quando a sociedade humana foi violentamente transformada”. Ela se refere à passagem da “sociedade de parceria” para a “sociedade de dominação”.

Amparada em estudos de conceituados arqueólogos, antropólogos e sociólogos, Eisler defende a ideia de que houve uma “transformação cultural”, a partir de uma revisão sócio antropológica de como se deu a evolução das sociedades humanas, na qual ela propõe dois modelos básicos de sociedade: modelo dominador, é popularmente chamado patriarcado ou matriarcado – a supremacia de uma metade da humanidade sobre a outra e  segundo, no qual as relações sociais se baseiam primordialmente no princípio de união em vez da supremacia, pode ser melhor descrito como modelo de parceria.

O trabalho de Eisler é talvez uma das pesquisas mais abrangentes e transdisciplinares acerca da nossa evolução cultural na pré-história. Além das muitas evidências arqueológicas, históricas e sociológicas, a teoria da “transformação cultural” defendida por Eisler ampara-se também em algumas das recentes teorias da complexidade, especialmente na teoria do caos e da auto-organização dos sistemas, em que grandes mudanças podem ser explicadas “nos pontos de bifurcação e nas encruzilhadas críticos dos sistemas”. Inclusive, essa ideia a faz pensar que o actual “modelo de dominação aparentemente está chegando a seus limites lógicos” e que “hoje nos encontramos em outro ponto de bifurcação potencialmente decisivo”.

Reforça o neurobiólogo chileno Humberto Maturana, para quem “a origem antropológica do Homo sapiens não se deu através da competição, mas sim através da cooperação”.O biólogo e antropólogo inglês Gregory Bateson afirmava: “a fonte de todos os problemas de hoje é o hiato entre como pensamos e como a natureza funciona”.

Um modo de coexistência que valoriza a guerra, a competição, a luta, as hierarquias, a autoridade, o poder, a procriação, o crescimento, a apropriação de recursos e a justificação racional do controle e da dominação dos outros por meio da apropriação da verdade.

A noção de cultura patriarcal a abordar é bem mais ampla do que a do senso comum que a traduz pelo comportamento machista ou pela grande parte da academia que a caracteriza como um sistema de dominação e opressão do homem sobre a mulher.

A cultura matríarcal pré-patriarcal era, também conforme define Maturana, caracterizada por “conversações de participação, inclusão, colaboração, compreensão, acordo, respeito e co-inspiração”, atributos que evidenciavam uma cultura “centrada no amor e na estética, na consciência da harmonia espontânea de todo o vivo e do não vivo, em seu fluxo contínuo de ciclos entrelaçados de transformação de vida e morte”. Não significa dizer que não havia guerras e conflitos.

Para o filósofo, antropólogo e arqueólogo Gordon Childe, a cultura dos europeus primitivos era “pacífica” e “democrática”, sem traços de “chefes concentrando a riqueza das comunidades”, o que o levou à conclusão de que “a antiga ideologia foi modificada, o que pode reflectir uma mudança da organização da sociedade, de matrilinear para patrilinear”.

Segundo este modelo, o que existiu antes da civilização foi antecedido primeiro por uma fase de “selvageria” (caçadores-coletores) e depois de “barbárie” (agricultores e pastores).

Confrontados com as trágicas experiências do século XX, as leituras sócio antropológicas tendem a pensar que não há nada mais selvagem do que a civilização

Immanuel Wallerstein fez a seguinte reflexão: “somos mais civilizados? Eu não sei. Esse é um conceito dúbio, primeiro porque o civilizado causa mais problemas que o não civilizado; os civilizados tentam destruir os bárbaros, não são os bárbaros que tentam destruir os civilizados. Da maneira como as sociedades evoluem o neoliberalismo está conduzindo o nosso Mundo para um colapso ambiental. Há uma relacção  mercadológica doentia a troca não monetária de valor é o coração e a alma da comunidade, e a comunidade é o elemento essencial, inevitável, da sociedade civil. (…) Numa troca não monetária de valor, dar e receber não é uma transacção. É uma oferta e uma aceitação. Na natureza, quando um ciclo fechado de dar e receber se desequilibra, logo vem a morte e a destruição. É assim na sociedade.”

As maiores expressões do patriarcado, enquanto instância de controle e dominação, estão representadas nas duas principais forças que conduzem a humanidade: o Estado (hoje declinante), pela sua natureza autoritária, e o mercado (cada vez mais ascendente), pelas subjectividades que produz. Estas expressões podem também ser observadas sob as mais variadas formas de relações sociais: familiares, institucionais, educacionais, empresariais, religiosas, dentre muitas.

Pode ser que estejemos em uma nova bifurcação cultural em direcção a uma sociedade neomatrística, na qual o Homo sapiens-demens, como prefere Morin, pode se reconciliar com a sua condição natural.

O ser humano é um animal que não vive sem ilusões e são elas de agora em diante, nosso propósito será identificar nossas imbatíveis ilusões”. Precisa-se urgentemente de uma política que dialogue com a realidade.

John Gray, no seu livro Cachorros de palha (Record, 2006), causou um certo pavor moral em muitos sectores da ciência e da filosofia ainda impregnados com a ideia de que o progresso trará a salvação da humanidade. Em uma das passagens do livro, ele afirma: “a acção política veio a ser um substituto para a salvação, mas nenhum projecto político pode salvar a humanidade de sua condição natural. Por mais radicais que sejam, os programas políticos são modestos expedientes concebidos para lidar com males recorrentes. (…) Cachorros de palha argumenta a favor de uma mudança que se afaste do solipsismo humano. Os humanos não podem salvar o mundo, mas isso não é razão para desespero. Ele não precisa de salvação. Felizmente, os humanos nunca viverão num mundo construído por si mesmos.”

Para a maioria ainda condicionada ao pensamento binário que sustenta a cultura patriarcal, a filosofia de Gray é desconcertante.

 

5. Conclusão

Os espaços políticos hoje estão deteriorados não só por conta do neoliberalismo que vem impondo o modelo empresa de sociabilidade, negador da institucionalidade e da política, mas porque o tipo de política de base patriarcal não é mais tolerado pela nova dinâmica sociocultural que emergiu depois de 1968, quando houve o movimento desencadeado por estudantes e trabalhadores na França, considerados por alguns como a primeira manifestação global pelo fim de posturas conservadoras e opressoras.

Diante dos crescentes fundamentalismos, religiosos e de mercado, que absorvem o Estado e degradam os regimes democráticos, os actores políticos que ainda não se dobraram ao fetiche neoliberal dificilmente conseguiram reverter as regressões em curso se continuarem adoptando a mesma prática política orientada por lutas de classe ou ideológicas.

O Capital ainda constitui o eixo estruturador da civilização. Mas ainda assim, recorrer a Marx como muitos vêm fazendo para superar a crise pela “luta de classes” não parece muito útil e só nos aprisiona ainda mais à arena patriarcal. O geógrafo britânico e professor emérito de antropologia na City University of New York, David Harvey, para quem a necessidade hoje consiste em “estender e aprofundar os mapas cognitivos que carregamos em mente”, é um dos poucos que resgata Marx e vai além do marxismo. Ele entende que “o capital não é o único sujeito possível de uma investigação rigorosa e exaustiva dos nossos males contemporâneos” e que a “ficção de uma dualidade produz todo tipo de desastre político e social”.

“Maio de 1968 ainda não terminou”, ajuda-nos a entender por que superar o patriarcado subjacente à visão mercadológica de mundo é bem mais produtivo do que tentar inutilmente vencer o capitalismo. Segundo ele, “o ponto cego de Marx é que o proletariado também é humano!

O passado já demonstrou que o fato de ter sido vítima não vacina contra a tentação de ser algoz, assim como o fato de ter sido colonizado não o impede de se tornar um dominador. Foi exactamente isso que ocorreu com o “socialismo real” na Rússia. Na história da humanidade talvez não haja um registo de um sistema de dominação tão eficiente em sua crueldade quanto o foi o Stalinismo.

O actual capitalismo de plataforma não só está muito vivo como desafia a noção de sensatez e sanidade. Eis dois exemplos convincentes, dentre muitos: 1) segundo o United States Geological Survey, em apenas dois anos, 2011 e 2012, para dar resposta à crise financeira de 2008, a China consumiu mais cimento (6,651 bilhões de toneladas) do que os EUA consumiram (4,405 bilhões de toneladas) ao longo de todo o século XX; 2) de acordo com uma estimativa da Bloomberg, empresa de monitoramento de mercados financeiros, Jeff Bezos, CEO da Amazon, ganhou em um só dia (20/7/2020) 13 bilhões de dólares, o equivalente a pouco mais da metade do PIB de Honduras (US$ 23,9 bilhões em 2018), mesmo com a economia em recessão por conta da pandemia.

Por isso Harvey, ao reflectir sobre os sentidos do mundo diante de aberrações económicas como estas, defende a necessidade de criarmos novos “arcabouços teóricos”  e abracemos “metodologias mais dialécticas em que as dualidades cartesianas típicas (como aquela entre natureza e cultura) se dissolvam em um único fluxo de destruição criativa histórica e geográfica”.

Os  exemplos citados dizem muito sobre como o capitalismo neoliberal deseja moldar o mundo. E não há em curso nenhum projecto político, no âmbito global, para desviá-lo dessas insanidades. Se a noção de complexidade define melhor o mundo real, como um sistema de pensamento aberto que abraça todas as realidades, por que não pensar, então, numa política do abraço. A metáfora do abraço carrega muitos simbolismos vinculados à noção de complexidade

vale a pena ler o ensaio de Mariotti intitulado Os cinco saberes do pensamento complexo. Nele, Mariotti explica como o “saber abraçar” é uma poderosa estratégia de integração, que, se agregada à política, pode nos levar a um modo de viver mais matrístico e menos patriarcal.

Falo não do abraço no sentido de submissão ao ideário do oponente, seja ele liberal, socialista, anarquista ou de qualquer outra vertente ideológica, mas do abraço que dissipa as polaridades e fundamentalismos, e cria novas sociabilidades inclusivas e plurais. Dos maiores abraços registados na História ocorreu na segunda guerra mundial. Hobsbawm o descreve nesta passagem do seu livro Era dos Extremos (Companhia das Letras, 1995): “a democracia só se salvou porque, para enfrentá-lo (Hitler), houve uma aliança temporária e bizarra entre capitalismo liberal e comunismo”.

Ao que parece, os actuais actores políticos precisam ler e compreender Bauman, Harvey, Morin, Maturana, Eisler e tantos outros. Diante da possibilidade de um futuro tão distópico, a sensatez recomenda não esperar.

KIMDAMAGNA

 

 

 


Referências

 

 

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BAUMAN, Zygmunt.  2017Retrotopia. Traduzido por Renato Aguiar. Jorge Zahar Editor ISBN 9788537817124

BAUMAN, Zygmunt.  Liquid Modernity (2000)

BAUMAN, Zygmunt. Modernity and the Holocaust (1989).

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HOCK, Dee. Nascimento da era caórdica. São Paulo: Cultrix, 2000.

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MARIOTTI, Humberto. Os cinco saberes do pensamento complexo. 2002. Disponível em: <http://www.comitepaz.org.br/download/OS CINCO SABERES DO PENSAMENTO COMPLEXO.pdf>

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WWF. Relatório Planeta Vivo 2020: reversão da curva de perda de biodiversidade. Gland, Suíça: WWF, 2020.

20/05/2020


OBSCENA HARMONIA MUNDIAL
As manifestadas exigências revolucionárias, ao longo de milénios,de um outro mundo na terra, encontram-se hoje completamente manietadas pelo movimento capitalista, que ao ripostar com a social-democratização e por baixo das ruidosas roupagens liberais  institucionalizaram organicamente aquele movimento, tendo-se dotado duma capacidade de integração, para varrer tudo à sua frente, tornando-se prosaicamente totalitário. Ironia das ironias, totalitarismo criticado antes da tomada do poder.
Este sistema social e político cuja produção mais notável é a da loucura, conduzindo as almas QUE GOVERNA A UM ESTADO DE SUBMISSÃO APARENTEMENTE SATISFEITA, projectando-as para uma doentização; entre a riqueza material acumulada numa arcaica sociedade de classes que já se proclama pós-moderna e o lastimável e vergonhoso resultado disso.
Passemos então aos factos:
Convenção Internacional sobre os direitos da criança é um tratado que visa à protecção de crianças e adolescentes DE TODO O MUNDO, aprovada na Resolução 44/25 da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 20 de Novembro de 1989.


Quando um dos países desta maravilhosa aldeia global, e seja por motivos políticos, económicos ou do que se quiser descarrega bombas e armas militares, noutro país, matando as CRIANÇAS E ADOLESCENTES estamos aqui a observar salutarmente o tratado acima mencionado?
Se um cidadão comum rouba uma laranja é incriminado e julgado,e outro que “democraticamente eleito” representante do povo, portanto fazendo parte do aparelho governativo do Estado, rouba milhões e tem direito a uma supra imunidade passando por isso incólume sobre o acto de roubalheira estamos outra vez aqui a observar um salutar exemplo de dignificação do ser humano.
E a que exercício cognitivo nos leva as acções, daquele pai que põe o filho numa banheira de água a  ferver porque a criança não se cala, daquele co-piloto que se arrasta a si e a todos os ocupantes do avião para a morte por via dum estado depressivo, daquele que pega numa arma e indiscriminadamente mata as  pessoas sem “as conhecer de lado algum”, daquela mentira global que prolifera, ora dizendo que o produto Y faz bem ora faz mal , promovendo produtos tóxicos defendendo que proporcionam saúde e bem estar. Como sinais importantes o aumento galopante dos números de suicídio e dos psico dopados a tomar em atenção. Nunca se sabe se não será o nosso amigo do peito e de infância a cravar uma faca nas nossas costas.
A artificialidade que o ser humano vem assumindo no seu trajecto ( particularmente com o aceleramento na Era Industrial ) vulgo a “inteligência artificial” “os transgénicos” e “as clonagens” entre outras aberrações são talvez o sinal de que o caminho que o ser humano encetou não terá sido o mais correcto, apesar da VOZ ALTOSONANTE da globalização, consubstanciada na voz toda poderosa dos referidos liberais totalitários.
Um problema conceptual muito comum é acreditar-se que a evolução é progressiva, mas a selecção natural não tem um objectivo final, e não produz necessariamente organismos mais complexos.1 Apesar de espécies complexas terem evoluído, isso ocorre como consequência indirecta do aumento no número total de organismos, e formas de vida simples continuam sendo mais comuns.2 Por exemplo, a esmagadora maioria das espécies constitui-se de procariotos microscópicos, que são responsáveis por cerca de metade da biomassa do planeta, apesar de seu pequeno tamanho,3 e compõem uma grande parte da biodiversidade na Terra.4 Assim, organismos simples continuam sendo a forma de vida dominante no planeta, sendo que as formas de vida mais complexas parecem mais diversas apenas porque são mais evidentes para nós.5
A evolução tem sido usada para posições filosóficas que propõem discriminação e o racismo. Por exemplo, as ideias eugénicas de Francis Galton foram desenvolvidas para argumentar que o pool genético humano podia ser melhorado através de políticas de cruzamentos selectivos, incluindo incentivos para aqueles considerados como "bom stock" para se reproduzirem, e esterilização compulsória, testes pré-natais, controlo da natalidade e inclusive homicídio dos considerados "mau stock".6 Um outro exemplo de uma extensão da teoria evolutiva que é reconhecida actualmente como indevida é o "Darwinismo social", um termo dado à teoria Malthusiana dos Whig, desenvolvida por Herbert Spencer em ideias de "sobrevivência do mais apto" no comércio e nas sociedades humanas em geral, e por outros que reclamavam que a desigualdade social, racismo e imperialismo eram justificados.7 Contudo, cientistas e filósofos contemporâneos consideram que estas ideias não são nem mandatadas pela teoria evolutiva nem sustentadas por quaisquer dados.8, 9

Torna-se difícil aceitar a teoria de que o mundo se rege pela lei do mais forte ou dos “adaptados”. Por um lado dizemos de nós que a “razão” nos diferencia dos demais (subtenda-se os outros seres vivos ou inanimados) estando no topo da pirâmide no que toca às “mordomias” e lucros do sistema, por outro, no que toca à frieza e pobreza  humana, lá vêm as comparações com os demais.
Nos meandros essenciais da sobrevivência, que é o outro nome da vida presente – a família, a escola , o trabalho e, de modo global, a organização espectacular, que tudo isso explica e envolve tentacularmente -, a harmonia é essencialmente obscena, quando não é simplesmente grotesca.
O modo de produção capitalista ( a dominar integralmente as sociedades) têm como modus vivendum natural e necessário, a angústia do desapossamento, a descerebralização , em suma o “analfabetismo cognitivo”.
Concluindo, a afirmação de que a única que não compactua com estes desideratos é a MÃE NATUREZA e que por certo se encarregará de pôs as coisas no seu devido lugar nem que para isso venha a significar a eliminação pura e dura do ser humano.
Prof. Joaquim Marques

12/02/2018

ÁRVORE MUTAMBA

FRUTO MADURO
 FOLHA E FRUTO VERDE

EXTRAÍDO DA CASCA


A MUTAMBA

Algumas pesquisas levaram-me ao que a seguir exponho. Bebendo na oralidade e logo aqui ao pé da porta, Porto Amboim- Kuanza Sul, constatei que esta Mutamba já foi muito usada justamente para o tratamento do cabelo e combate ao piolho. A indústria química e cosmética dá cabo de qualquer concorrência  que venha da medicina alternativa. Embora seja originária da América do Sul, Angola tem muita Mutamba. A região do Seles devido à humidade tem bastante.
Aconselho uma leitura ao sítio a seguir indicado:


https://cenic-mutamba-br.jimdo.com/pesquisas/arvore-da-mutamba/



Confira os Benefícios da Mutamba para Saúde:


 Benefícios da Mutamba Para Saúde do Coração: A Mutamba também é uma grande fonte de Potássio, uma substância que ajuda a controlar a frequência cardíaca e a pressão arterial. Além disso, Os benefícios da Mutamba em sua dieta pode neutralizar o consumo elevado de sódio e outras substâncias que são perigosas para a saúde do coração.


 Benefícios da Mutamba Para Combater o Resfriado: A Mutamba é um poderoso antioxidante e tem propriedades antissépticas que limpam o seu sistema respiratório, sendo assim um excelente tratamento para o resfriado comum.

 Benefícios da Mutamba Para o Sistema Imunológico: A Mutamba fortalece o sistema imunológico por ser rica em vitamina C.

 Benefícios da Mutamba Para Prevenir a Asma: A Mutamba é rica em Vitamina B6, que ajuda a reduzir a inflamação brônquica e prevenir ataques asmáticos.

 Benefícios da Mutamba Para Pele: O óleo da Mutamba tem a propriedade de manter a pele revitalizada através das suas propriedades energizadoras e emolientes. Além disso, o óleo de Mutamba possui um eficiente filtro solar que diminui o ressecamento da pele e também possui propriedades que proporcionam elasticidade para a pele  e combate o envelhecimento.

 Benefícios da Mutamba Para os Cabelos: A Mutamba tem muitos benefícios para o cabelo, tanto para as raízes como para as pontas.

 Benefícios da Mutamba Para Combater a Anemia: A Mutamba servem como um estimulante, expectorante e hematínico. Além disso, a Mutamba é uma fonte de Ferro, tornando-se útil no tratamento da anemia.

 Benefícios do Mutamba Para a Cicatrização: Óleo de Mutamba é fonte de vitamina E, ele auxilia no processo de regeneração celular.


Conheça a Mutumba 
 É uma árvore perenifália (as folhas caem depois de uma seca prolongada). As árvores maiores atingem dimensões próximas de 30 metros de altura e 60 centímetros de diâmetro na idade adulta. Seu tronco é reto a levemente tortuoso, curto, frequentemente ramificado a baixa altura. Sua ramificação á dicotômica. A copa é densa e larga, tipicamente umbeliforme; com galhos horizontais e ligeiramente pendentes, com as folhas agrupadas em duas fileiras ao longo dos ramos. Sua casca tem espessura de até 12 mm.
 O trabalho de Paulo Gouveia se refere à Guazulma ulmifolia (Mutamba), cujo uso mostrou eficácia no tratamento da febre amarela, registrando eficiência como inibidor viral, através de um tipo específico de tanino. Quanto ao vírus HIV testes realizados na Universidade Federal do Rio de Janeiro registraram 100% de inibição sem citotoxicidade celular. Os mesmos testes mostraram grande melhoria e ganho de peso clínico de pacientes recuperados.

 Para o presidente da Frente, vereador João Paulo de Lima, a possibilidade real de cura da Aids precisa ser mais divulgada e conhecida, “por isso tomamos a iniciativa de convidar o responsável pelas pesquisas”.

  A Mutamba possui uma grande quantidade de nutrientes que são essenciais para saúde geral do corpo. Além disso, a mutamba, também chamada de embira, é conhecida por suas maravilhosas propriedades na medicina alternativa. Encontrada em quase todo território brasileiro e em diversos países da América Latina, a planta também é muito usada da confecção de cosméticos, sendo um ótimo segredo de beleza, principalmente para os cabelos.
Cultivando
NOME: MUTAMBA vem do Tupi guarani e significa “Fruta dura”. Também recebe o nome de Guazuma, Mutambo, Araticum bravo, Cabeça-e-negro, Fruta de Macaco e Chico-magro.

Origem: Ocorre em varias formações florestais da América Central e do Sul, aparecendo preferencialmente nas florestas semideciduais do Brasil.

Características: A árvore de 5 a 10 m de altura com tronco 30 a 50 cm de diâmetro, com casca fissurada no sentido vertical, com coloração branca e acinzentada. A copa tem abundante ramagem com folhas alternas, simples com pecíolo ou haste curta de 0,6 a 2 cm de comprimento, de cor amarelada (a partir do outono) para por fim cair no inverno. A lamina foliar tem textura cartácea (de cartolina) com base arredondada e ápice acuminado (com ponta aguda ou comprida), medindo de 5 a 9 cm de comprimento por 2,5  a 5,5 cm de largura, com margem crenada ou dentada e nervuras salientes nas duas faces, e densamente pubescentes (com pequenos pelos) quando jovens e glabras ou lisas quando adultas. A inflorescência é uma cimeira (cacho que termina com uma flor) de formação congesta ou densa e brácteada (que nasce no lugar de uma folha, modificada em inflorescência) com até 20 flores com cerca de 3 mm de comprimento, subsséseis (com cabinho ou pedúnculo muito curto). Formada de cálice (invólucro externo) com 3 lobos valvares (recortes do tecido que se abrem) e corola (invólucro interno) amarelo esverdeado, com 5 pétalas cuculadas (um tipo de apêndice que se alongam sob a base) e unguiculadas (tem forma de unha).

Dicas para cultivo: Planta de crescimento rápido, de clima subtropical e resiste bem a seca de até 5 meses e a geadas de até – 3 grau, pode ser cultivada em todo o Brasil, em qualquer altitude; adapta-se a qualquer tipo de solo, que drenem bem as águas da chuva ou até solos argilosos, sujeito a inundações na beira de rios. Pode ser plantada a pleno sol ou em reflorestamentos mistos com o objetivo de recuperar áreas degradadas

Mudas: As sementes são pequenas, medem 2 mm de comprimento, tem forma de rim e são oleosas. Germinam em 30 a 40 dias se forem plantadas em até 4 meses após colhidas. Pode ser cultivada em jardineiras com substrato rico em matéria orgânica e quando as plântulas tiverem com 10 cm de altura, podem ser transplantadas diretamente para embalagens individuais. as mudas crescem rápido tanto no sol como na sombra atingindo 40 cm com 6 meses de viveiro. Iniciam frutificação com 3 a 4 anos após o plantio.

Plantando: Pode ser plantada a pleno sol como em bosques com árvores grandes bem espaçadas. Espaçamento 6 x 6 m. Faça covas com 40 ou 50 cm nas três dimensões (largura, comprimento e profundidade), adicione a cova 25% de areia e 1 kg de cinzas e 8 litros de matéria orgânica, deixar curtir por 2 meses antes de plantar. A melhor época de plantio é de setembro a dezembro. Irrigar a cada quinze dias nos primeiros 3 meses, depois somente se faltar água na época da florada.

Cultivando: Fazer apenas podas de formação da copa e eliminar os galhos que nascerem na base do tronco e os que nascerem voltados para o interior da copa. Adubar com composto orgânico, pode ser 4 pás cama de frango bem curtida + 30 gr de N-P-K 10-10-10 dobrando essa quantia a cada ano até o 3ª ano, depois adube a cada 2 anos, pois as raízes longas e profundas dessa arvore buscam nutrientes a grande distancias.


Usos: Frutifica nos meses de agosto a outubro. Os frutos têm cor preta quando madura, é do tipo cápsula, toda a parte interna é lenhosa, adocicada e comestível. Os frutos são triturados e consumidos como paçoca doce ou usados para fabricar licor. As flores tem grande potencial melífero para abelhas sem ferrão.